domingo, 13 de dezembro de 2009

TUDO MUITO PARADO POR AQUI

Tudo muito parado por aqui! Ninguém escreve, não se diz nada. Afinal, fizemos o blog para quê? Gostava de perceber. Mas nem tudo consigo entender. Este espaço está às moscas. Vá lá, digam coisas, escrevam, façam os outros pensar. Ou existe algum receio? Parece que sim...

Jorge Ferro Rosa

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

VERDADE OU FELICIDADE?

Um debate iniciado entre um Consultor Filosófico português e um Consultor Filosófico espanhol. Neste momento, a discussão de ideias foi alargada a todos aqueles que se interessam pela prática filosófica em contexto de consulta.
Portanto, deixo o desafio aos colegas: qual será o objectivo de uma Consulta Filosófica? Ou melhor, admitindo a hipótese que uma pessoa tem a humilde atitude de consultar um Filósofo para lhe pedir ajuda ... pergunto: qual será o objectivo do trabalho filosófico, a realizar pelo Consultor? Ajudar o seu cliente a ser feliz ou a descobrir a verdade?
Outra questão que fica no horizonte é a seguinte: que relação existe entre a Filosofia e a Felicidade/Verdade?

Desejo um bom ano lectivo a todos os colegas, pleno de tranquilidade profissional e muitas alegrias pessoais.

Jorge Humberto Dias.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

O GRUPO DE FILOSOFIA
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DESEJA-LHE
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UM BOM ANO LECTIVO
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2009/2010
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Todos são bem vindos a este blog, deixem os vossos comentários, aceitam-se sugestões e vamos filosofar. E porque não um aconselhamento filosófico?

sábado, 5 de setembro de 2009

FILOSOFIA DE ORIENTAÇÃO

Uma forma de construir o presente pode ser através da filosofia, uma vez que o futuro fica planificado por uma ordem superior, não é necessário um encantamento, mas um direccionamento de mente.
O mapeamento da vida faz uso da razão, revolucionando, construindo filosoficamente, prudentemente, questionando as ideias convencionais para que assim se venha a equacionar o sentido da vida. Seja a área que possa ser, agir filosoficamente é proceder de acordo com a lucidez, com a maior proximidade daquilo que a realidade exibe, desmistificando os saberes que não têm fundamentos inabaláveis. Uma filosofia prática movimenta-se de acordo com a lógica, ultrapassa as crenças dos ditos de uma astrologia, ou artes de adivinhar, ou outras formas de tentativa de preenchimento interior sem fundamento; o aconselhamento filosófico coloca os factos na mesa e reflecte sobre eles, entre mestre e cliente procura-se levar uma luz superior, um pensar radical, construtivo e inovador sobre aquilo que possa ser. O ser e o parecer são situações diferentes. A filosofia é uma forma e saber, um saber de vida, um amor pelo saber que é consciente, pulsa por uma recuperação da eficácia ao serviço da harmonia interior, clarifica os conceitos de uma outra ciência, tornando-a ou não credível. Quantas pseudo ciências com aparência credíveis (enquanto o sujeito anda angustiado, desesperado), após esclarecimento não caem por terra? E porque é que isto acontece? Simples, os factos mostram a realidade e contra ela nada a fazer. Os mais diversos campos sustentam essa mesma postura.
A filosofia possui muitas áreas, não é que eu vá falar sobre todas elas, mas quero colocar a pensar o leitor para que por si próprio não se deixe ir por terrenos que só servem para gastar dinheiro e pouco mais, modos de lidar com encantamentos que depois desencantam. E porque será? Todas as áreas do saber falam bem de si, mas poucos são os que vão ao fundo das questões, como a filosofia. Uma Filosofia prática coloca ao serviço todo um aconselhamento que quanto a mim presta-se para orientar a vida do ser humano. Mas fará sentido a Filosofia nos currículos do ensino secundário? A minha postura é que, a Filosofia está presente em todas as disciplinas, ainda que não se mencione o nome desta, contudo, lidar com a filosofia em si é sempre um maior privilégio, e bem-aventurado o amante pelo saber.
Não te venho falar de uma AstroFilosofia ou PsicoFilosofia, nada disso nem da religião misturada com a filosofia. A Filosofia é autónoma, apresenta as respostas por si, uma vez que o trabalho filosófico é feito no terreno do dia-a-dia, desde o laboratório até a outros tantos lugares. A filosofia aprofunda e fundamenta a prática dos conceitos na relação desses mesmos com os outros, levando a harmonia e não castrando, ou inquietando, o propósito é encontrar a felicidade, libertando assim o homem das amarras da ignorância. Muitas são as forças estranhas que prendem o homem fazendo com que este não veja o espaço que pisa e a maioria embarca logo na primeira carruagem para ver o que vai acontecer, são as experiências que desorientam. Mas como aconselhar filosoficamente? Como proceder para que passados alguns tempos o sujeito não ande no psiquiatra, ou na bruxa, no astrólogo, ou nas artes divinatórias muito bem sustentadas pelos charlatães? Simples! Procure-se um Filosofo e peça-lhe aconselhamento, que possa pensar consigo, sem que o objectivo seja o dinheiro pela consulta, como a maioria faz. É urgente pensar acerca de uma Filosofia Prática, entender que o homem é um ser radicado no mundo, rodeado das mais diversas dificuldades e por vezes vive em função da sua sorte, acredite ou não num Deus de amor ou castrador que depois em termos práticos pouco vem a resolver e disso nada se sabe, não se percebe, apenas fica no mistério e no campo do ilusório.
A realidade é a própria sociedade, com as relações, com os valores, com a cultura, mas nesse jogo há que procurar fazer a gestão da melhor forma e não sustentar crenças que não servem para nada. Antigamente dizia-se que a filosofia não servia para nada, hoje ao contraio, esta é das que tem mais utilidade, veja-se como por exemplo, construir um prédio, um avião, um TGV, um navio, quando aconselhamentos não foram ali aglomerados, quantas questões não foram levantadas? Para que tudo funcionasse, creio que foi graças ao raciocínio lógico e matemático, porque a Filosofia é lógica e concreta.
Como começa a interpretação de alguém que vai começar a interpretar? Qual o primeiro passo? Como vai decidir a sua vida? Procura ajuda de quem? Qual a área específica? O Padre para o casamento? E porque não o aconselhamento filosófico? Talvez evitasse mais divórcios? A sério! A maioria das pessoas anda desorientada, quer recuperar o passado em tudo o que possa parecer mais bizarro. Creio que se falarmos um pouco algumas soluções encontras e não gastas assim tanto dinheiro. Mas tudo depende de ti, és tu que constróis as tuas crenças no quer que seja. Não vou fazer história de Filosofia nem de Astrologia ou cartomancia ou ainda quirologia, nada disso, contudo até podemos falar disso. A interpretação é sempre a interpretação do sujeito.
As sociedades organizam-se por modelos, tendo fins particulares e subjectivos e alguns estigmatizantes. É necessário limpar essa mente desses preconceitos, dessas amarras e ser autónomo, isso pode acontecer pelo Aconselhamento Filosófico. Aguardo a tua tomada de postura… falamos logo em breve.

Vila Real de Santo António, 06 de Setembro de 2009 – 07:04h
Jorge Ferro Rosa, In Caderno da Alma

quarta-feira, 1 de julho de 2009

DA ESTÉTICA DO MOVIMENTO


PINA BAUSCH (1940-2004)

segunda-feira, 8 de junho de 2009

A (IN)UTILIDADE DA FILOSOFIA

Caminhos

O Vazio


A Raiva
Estes trabalhos representam o percurso da Ideia à Matéria. A Filosofia ganhou corpo.

O Determinismo. Seremos apenas marionetas???

DA (IN)UTILIDADE DA FILOSOFIA - I

Trabalhos realizados pelos alunos no âmbito da reflexão levada a cabo nas aulas acerca do papel da Filosofia nod dias de hoje e, sobretudo, a forma como os adolescentes a encaram.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

ALUNOS DA NOITE

Blog do 11º As - Fronteiras do Tempo - Filosofia - Ensino Nocturno por módulos

terça-feira, 19 de maio de 2009

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Dia Aberto

sábado, 16 de maio de 2009

DIA ABERTO - 15 DE MAIO

"Viver sem filosofar equivale, verdadeiramente a ter os olhos fechados, sem nunca os procurar abrir" - René Descartes


Foi dia 15 de Maio de 2009, pelas 21:00h, na Escola Secundária de Vila Real de Santo António, enquadrado no "Dia Aberto", que decorreu um debate cujo tema foi "(In) Utilidade da Filosofia" - do Ensino Nocturno, pela disciplina de Filosofia. A este evento assistiram um bom número de interessados, alunos e professores.
Problemas acerca da utilidade ou inutilidade da filosofia, questões acerca do que é a Filosofia, para que serve a Filosofia e outros temas que surgiram em função dos problemas levantados.
Na mesa honra estiveram os seguintes convidados: Sandra Lourenço (11ºAS), Luís Emídio (11ºAS), professor José Carlos, (Bruno Gonçalves (11º AS) e Manuel Augusto (11º AS). O prof Jorge Ferro Rosa, foi o apresentador do evento e moderador do mesmo.
O público deixou a sua palavra, dinamizando este evento e despertando de modo mais construtivo o desejo por saber mais acerca do que é a Filosofia e o que ela serve para a vida de cada qual. As opiniões foram diversas.
Feitas as honras da casa. O professor Jorge Ferro Rosa (moderador), no fim do debate deu a todos os elementos da mesa, um certificado de presença, congratulando-se pelo seu trabalho; todos os presentes que ficaram até ao fim do debate, levaram também um certificado de presença.
Os responsáveis deste evento foram professores de Filosofia, Jorge Ferro Rosa, José Carlos e Andreia, por este evento.
Deixo aqui um abraço a todos os que estiveram presentes. À professora Andreia que não pode estar presente por motivos de força maior, fica o nosso abraço.

Jorge Ferro Rosa

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Democracia e sentido

DEMOCRACIA E SENTIDO
“O único sentido das íntimo das coisas,
É elas não terem sentido íntimo nenhum.” Alberto Caeiro; O Guardador de Rebanhos.

Sílvio Berlusconi, 1º Ministro Italiano, pretendia incluir nas listas do seu partido para as eleições europeias, vinte e cinco modelos e beldades, de reconhecido valor segundo o próprio. No entanto os seus atributos deviam-se menos aos méritos intelectuais e mais à generosidade da mãe natureza. É um lugar - comum, que a mãe natureza, o que dá em atributos físicos, retira em aptidões intelectuais. É este o sentido das coisas. O próprio Sílvio, como deve ser tratado pelas beldades, confirma este lugar – comum, na justificação que adianta para tal pretensão: é preciso alegrar o Parlamento Europeu, com rostos bonitos e corpos esbeltos, não vão os ilustres deputados morrer de tédio, quando cuidam dos assuntos sérios da governação europeia.
Penso eu e pensa muita gente, que a Democracia, como governo do povo, exige a participação de todos e mais ainda dos melhores; exige o concurso das ideias de todos e mais ainda das melhores ideias para a governação. O conjunto dos cidadãos, só podem participar elegendo quem os represente. É este o sentido das coisas da democracia ou da Res (coisa)Pública. Era, mas parece não o ser mais. O que parece estar claro na cabeça do Sr. Berlusconi, é que o Parlamento Europeu, não passa de uma passerelle de maquilhagens políticas retocadas nos bastidores, onde pontificam os países mais poderosos economicamente. Os nossos representantes, bem pagos e mimados na bela cidade de Estrasburgo, limitar-se-iam a um espectáculo encomendado. E já que tem que haver espectáculo, que ele seja vistoso, garboso e sexy. O pior de tudo isto, é que vamos ser chamados a dar o nosso assentimento a isto. O pior desta Europa, é que está a reproduzir em grande escala, as perversidades das democracias nacionais: distanciamento entre eleitor e eleito, falta de representatividade do eleito, escassez de mecanismos de participação dos cidadãos.
Foi a esposa de Sílvio Berlusconi quem fez a denúncia. Não foi a oposição italiana ou europeia. Foi a amantíssima que se manifestou, quiçá despeitada e alertada pela prática usual de troca de favores na esfera política. O exercício do poder democrático, provoca uma erosão natural nos partidos do poder, justificada por ideias de governação que perderam validade. A novidade dos tempos, é que as oposições também entraram em crise, incapazes de gerarem ideias alternativas. Só assim se explica que a ideia espúria do 1º Ministro Italiano, tenha tido oposição vinda do outro lado do seu leito conjugal. O sentido das coisas, leva-me a pensar, como imperativo de cidadania, que em vez de sabermos eleger um governo capaz, devemos saber eleger uma oposição capaz.
No Quénia a oposição lança mão de uma nova arma política: a recusa das mulheres à assistência sexual aos maridos. Quem sabe!
Horácio Morais

quarta-feira, 6 de maio de 2009

PASSAGEM OU EXIBIÇÃO

Acerca das coisas... mas quais coisas e o que são as coisas? Onde está isso de que se quer falar? É um aqui já de algo que está disponível. Passagem ou exibição fantástica daquilo que estou por perceber, mas essa tentativa é sempre falhada e o vazio intala-se. Existe alguma coisa afinal... vamos tentar dizer, mas não sei se consigo dizer o que tenho para dizer, porque nesse mesmo acto de dizer, parametrizo-me pela pauta do momento no momento que se consolida um isso que é estranho a mim mesmo. Como é? Porque é assim? Não sei! Vamos todos não sei para onde e se é que vamos para algum lado, posso dizer-te que ir para esse não sei onde, também não me parece possuir assim um sentido brilhante. Sentidos e coisas que se interpelam na grande caminhada que é estranha do olhar e sentir.
A dúvida assalta-me nos mais diversos campos a considerar, desde as lides de casa até ao campo da luz pedagógica, mesmo quando a dúvida filosófica se ergue sem a permissão. Não venho para aqui produzir filosofia, não é essa a minha intenção, nem sou filósofo, mas gosto de filosofia, como tal, proponho-me ser aprendiz de filósofo. E para que serve tudo isto? Alguma utilidade? Em que área?
Liga a televisão e assiste ao telejornal, escuta com atenção e questiona-te acerca da utilidade da filosofia! Primeiro tens a noção do que é a filosofia? Não vou falar da filosofia porque isso era fazer outra viragem e o tema não é esse. Mas a filosofia consiste num amor pelo saber. E o que sabes tu e como é que sabes? Quais as tuas certezas e como resolves os teus problemas? O que é que te preocupa neste momento? Alguma coisa interessante? Doença, lar, morte... ordenado? Criminalidade? País? A crise que atravessamos? Os conflitos de gerações? A sexualidade e as suas manifestações? O racismo? Afinal pensas com o quê? Quem és tu que viste ler isto? Porque viste ler isto? Acreditas em Deus? Na vida para lá da morte? E se acreditas em alguma coisa, para que serve tudo isso? O que é a felicidade? Como a sentes? será que podemos ser todos felizes? Complicado! E então serve a filosofia para alguma coisa? E serve, como explicas? Como consegues fundamentar tudo isso? Conheces alguns filósofos? Quem? Que sabes acerca deles? Que obras já leste? E o que conseguiste colocar em prática na tua vida? Bem... imensas questões. Vamos debater acerca da utilidade e inutilidade da filosofia? És capaz? Ou és daqueles que nem consegue abrir a boca para nada? Bem... vamos pensar no assunto.
E de tecnologias entendes alguma coisa? O que sabes afinal? E da blogosfera? Alguma coisa? Qual o teu blog? O que colocas lá e se o fazes, porque colocas lá alguma coisa? O que é que é mais importante para ti nesta vida? As aulas, os amigos, a familia, o dinheiro? Quem é? E porque é? És capaz de responder? Atreveste a comentar este escrito da treta? Mas será da treta? O que é que isso significa? Diz se fores capaz, se acaso gostas de filosofia, se te achas inteligente...

06.05.2009
Jorge Ferro Rosa

quarta-feira, 29 de abril de 2009

a pensar

em processamento. filosofamos!

terça-feira, 28 de abril de 2009

PROCURO RESPOSTAS

Acordei, olhei para cima da secretária, papéis, livros, entre eles a “crítica da Razão Pura”, de Kant, a “História do Ateísmo” de Georges Minois, “O Deus que não temos – Uma história de grandes intuições e Mal-entendidos”, de Sebastião J. Formosinho e J. Oliveira Branco, a “História da Filosofia – da renascença à pós-modernidade”, de Gilbert Hottois, a “História do pensamento ocidental – a aventura dos pré-socráticos a Wittgenstein” de Bertrand Russel e no canto superior “Minutos de sabedoria”. Livros e mais livros, cadernos e sobretudo vontade de ler e escrever. Como começar? Não sei, coragem e vamos a isso, marcar presença enquanto os outros estão a dormir ou a pensar no como fazer ou se vão fazer.
Fico sentado, continuo a pensar, mas penso que é preciso dizer algo, escrever é uma forma e lembro-me do desafio do grupo de filosofia, acerca “da utilidade ou inutilidade da filosofia”, isto faz-me pensar, coloque-me eu do lado que me possa colocar, a dizer ou não dizer que a filosofia não presta para nada, certamente ao fazer essa afirmação, a filosofia serve mais do que se podia pensar. Se disser mal, tudo o que possa dizer tem em si grande peso, pelo menos executa o raciocínio e querer viver sem a filosofia é eu já estar lançado na filosofia… e as descobertas, esta procura constante, esta ânsia por saber, o mar de curiosidades que palpitam no meu peito… o humano na relação de uns com os outros certamente que se interroga e o papel da interrogação mexe, faz pensar e pelo pensar surgem respostas, renovam-se outras, são estas as respostas que servem para resolver situações, como tal fazer, o saber que, o estabelecer o contacto, aquela vertente analítica, poderei dizer mesmo epistemológica, para não estar a falar da fenomenologia. Estamos e estamos todos, crescemos, fomos educados e sabemos pelo menos alguma coisa, como me disse ontem o zezinho, “eu já sei ir a pé para a escola, aprendi o que são as medidas de capacidade”! E tu o que aprendeste ontem? O caminho para a escola ou as medidas de capacidade? E do que és capaz tu afinal? Deixemo-nos de pragmatismos… os caminhos do pensamento vão cheios da cultura dos lugares da passagem, onde bebeste do social, ante a pluralidade de concepções do bem e do mal. Fica sempre algo de reserva e não seria “zaratustra” que vinha resolver toda a situação, demolindo todos os valores até à plena derrocada, está sempre em actividade a proclamação do ideal por um amor ao saber, esse desejo constante de possuir respostas.
Será que não tens dúvidas? Todo o conhecimento está lançado na descoberta… mas afinal, o que é que todo o homem aspira? Ser feliz? O que é isso? Como se é feliz? Saber quem é Deus? Como pode saber o que é Deus se não tenho representação mental desse conceito? Complicado! Andamos aqui a repetir para fazer número e para agradar uns aos outros? Criamos as situações e depois reclamamos!!
Procuro respostas! Por cada dia que avança surgem cada vez mais questões e procuro respostas, mas, parece que não as encontro, ou se aparece algo, isso mesmo que aparece deixa-me de todo em todo inquieto. Não sei para onde vou nem se tenho de ir para algum lado, fico por aqui, entre papéis, tomos de filosofia tentando entender aquilo que nem sei se é possível imiscuir-me na sua essência. Reflectir, tomar-me na tentativa de tal... avanço rumo às origens, vascular os volumes antigos, as essências filosóficas daqueles que um dia se lançaram no reino do saber. Esta inquietação é de cada vez aguçada. Parece que tudo pára e o que acontece dentro de mim não o sei dizer e se o tento fazer perco um pedaço disso que está, logo não quero perder, deixo ficar e passo mais uma página. Não procuro mil definições de filosofia, se as tivesse, para nada serviam, ela é para mim aquilo tal qual já me envolveu, ou por ela me deixei envolver. Este amor, mas também não tentes perceber o tipo de amor.
Procuro respostas… na sala de aula, na escola, em casa, no café… nos locais por onde passo, procuro respostas para entender a essência do humano, mas antes de mais, primeiro de tudo é “conhece-te a ti próprio”, um apelo socrático.
Que se sabe acerca do real? E do irreal? Será que vivemos rodeados de vazio? Somos ainda as águas primordiais e informes? Caminhamos no abismo dos preconceitos? Não queremos colocar as questões porque temos medo daquilo que os outros possam pensar de nós?
Filosofamos! E agora? Que vamos fazer quando a luz da razão diz que não devemos entregar “os objectivos individuais” e nos obrigam a tal? Afinal quem vai ganhar? É a ditadura ou a razão? Será que o pensamento não serve para nada? Onde reside o acordo? Ou ficamos num jogo de forças? Onde está a filosofia? Sabes porque é que o humano não se entende? Falta o diálogo, faltar o escutar. No meio disto tudo, vejo que alguém não quer entender e marra para ali! É necessário acordar, agitar as consciências… não será este o papel da filosofia? Sim, mostrar que as coisas não estão bem? Não mintas à tua consciência, procura por ti e encontra a correspondência na realidade. Se isto acontecer a resposta pode começar aqui… procuro respostas.

(nota: como foi lançado o convite para escrevermos no blog, atrevi-me a fazê-lo deste modo, deixo que os outros colegas o possam fazer assim que arranjem um pouco de tempo. Com toda a consideração e respeito por todos.)

08.02.2009
Jorge Ferro Rosa
Este é o blog do Grupo de Filosofia, da Escola Secundária de Vila Real de Santo António.
Temas diversificados é o que poderá encontrar neste espaço.
Esta é a 2ª via do blog anterior.

Vila Real de Santo António - 28.04.2009